Recepção
Crítica de A MUHER QUE VENCEU DON JUAN, 1ª edição, 2013
Selecção de
Leonel Brito, a partir da imprensa
Teresa Martins Marques
conseguiu trazer à vida, através da tecnologia moderna , um Don Juan que
conseguiu adaptar-se ao nosso século.
Alexandru Gabriel Streinu
Não posso deixar de dizer algo que me é muito
querido: é um livro que trata o mirandês com o respeito devido a uma língua
milenar e ao povo que a fala, que a divulga e o dá a conhecer, o que é a
primeira vez que acontece numa obra literária.
Amadeu Ferreira
Um romance arrebatador
que retrata uma hedionda realidade social. Incidindo sobre uma temática
extremamente actual e dramática o romance de Teresa Martins Marques é uma obra
envolvente pelo seu assombroso realismo e conteúdo pungente.
Ana Diogo
O Dr. Fróis, personagem
em Porsche Panamera transportado, é bem o mau exemplo desta sociedade
ambivalente de antes parecer do que ser. Muitos dos nossos banqueiros e outros
especuladores encartados do tipo Bernie Madoff, bem precisariam de ler A
Mulher que Venceu Don Juan.
Artur Salgado
A Mulher que Venceu Don
Juan é um empolgante romance, que se revê, folgadamente, no
protocolo do roman-feuilleton que fez fortuna em meados do século XIX.
Teresa Martins Marques disseca, com mão experta de romancista, de ensaísta e
de psicóloga, este tipo de personagem
ambíguo e devorador (inseguro) que é o coleccionador de conquistas femininas
(ou masculinas).
Eugénio Lisboa
Um livro abrangente que
versa toda a espécie de violência, não esquecendo a violência dos filhos em
relação aos pais. A nossa geração quis dar o melhor aos filhos, sonhámos
grandes sonhos para eles, foram criados como “reizinhos” e agora?
Helena Faria
Pela forma como sente o
que escreve (porque só pode escrever assim quem sente), por nos transportar
para universos tão distantes e tão próximos, com nomes tão diferentes e tão
semelhantes. Este livro mudou a minha vida.
Helena X
Apreciei as figuras das
mulheres que criou, com especial carinho para Sara/Esmerada e Lúcia.
Ilda Figueiredo
A Teresa põe o dedo na
ferida, com a precisão de um bisturi e a amplitude de uma cultura que não
permite concessão ao lugar comum.
Isabel Cristina Rodrigues
“Laura é a sobrevivente
de uma família em que duas mulheres, pela primeira vez, ao longo de muitas
gerações, elegeram a solidariedade e o estudo como valores maiores.”
Jorge Fernandes da
Silveira
O que me faz falar deste
romance é sobretudo a forma como foi escrito e, sobretudo, como essa forma o
tornou actual e lhe conferiu um dos principais objectivos de qualquer romance,
conto, novela, poema ou simples crónica: atrair e chegar aos leitores.
José Mário Leite
A trama é muito forte, a
urdidura impecável, e a construção das personagens muito definida e concreta. O
leitor fica agarrado desde o início.
Júlia Ribeiro
Teresa Martins Marques
sabe contar a história e sabe recontá-la a partir de um ponto de vista
vigorosamente novo.
Julieta Monginho
A Mulher que Venceu Don
Juan
é um romance que do começo até ao fim engaja a curiosidade e a atenção do
leitor. Um page turner, como se diz lá por onde eu moro (EUA).
Leonor Simas-Almeida
Teresa Martins Marques
traça percursos de escrita, de vidas, de histórias, de textos literários,
filosóficos, de sentimentos, e olhares que se encontram, obliquamente, e que
fazem sentido.
Luísa Paolinelli
Adorei a narrativa, a
forma de escrever, o colocar cenários e pessoas reais. É um livro magnífico.
Manuel X
O livro lê-se num ápice,
porque as trezentas e vinte e quatro páginas estão recheadas de peripécias
múltiplas, onde a par da narrativa principal, outras narrativas se vão
encaixando, sem nunca perder de vista o tema central da obra, ou seja a
violência doméstica.
Manuel da Mata
Um outro tema também
abordado e que tem uma particular importância nas sociedades actuais é o da
tirania exercida pelos filhos sobre os seus progenitores…
Maria Carlos Lino de Sena
Aldeia
A Mulher que venceu Don Juan não é
apenas Sara nem Lúcia, mas sim todas aquelas que cerraram um dia os punhos e
olharam o medo se frente.
Maria João Cantinho
Gostei demais da resenha
crítica de Maria João Cantinho (Colóquio-Letras). Sabe bem que sua obra
é uma versão surpreendente e inovadora da tradição literária donuanesca!
Maira Angélica Pandolfi
Uma cativante aventura
pelos caminhos da Filosofia, Literatura, Psicologia, evidenciando um imenso
conhecimento literário, cultural e histórico, numa linguagem rigorosa e
atractiva que nos prende e suspende às suas páginas, na ânsia da compreensão do
desenlace final.
Maria Idalina Alves de Brito
Gostava ainda de
salientar o quanto apreciei toda a informação que conseguiu incluir na
história, por exemplo sobre Tavira, Moncorvo, Lisboa, o padre da música, o
teatro da prisão de Santa Cruz do Bispo.
Maria van der Bent
Como boa romancista,
Teresa Martins Marques envolveu as duas ideias de Amor e Luxúria numa teia
social escandalosa real - a violência doméstica - fazendo-as encarnar em
personagens verosímeis e realistas.
Miguel Real
A primeira leitura, de um
fôlego por ansiar conhecer o desfecho do enredo, deu lugar a outra demorada,
cuidada, reflectida. De novo me agarraram o tema central, os vários outros
temas que se entrelaçam, a qualidade literária, a trama engenhosa que nos prende, desde as primeiras páginas, o
humor e a fina ironia, a erudição que não enfastia, a informação que nos abre
caminhos, o carácter pedagógico de certas passagens.
Odete Brito
No meio de tanto
literatura pós-moderna que não se preocupa com a ética, tiro-lhe o chapéu. Não
venceu só o Don Juan, venceu os cobardolas.
Onésimo Teotónio Almeida
A escolha da obra A Mulher que
Venceu Don Juan [como tema da tese de Sara Calisto] é reveladora, visto que
nela encontramos a alteração de uma ordem social estabelecida pelo patriarcado,
através de uma releitura e de uma desconstrução da tradição, centralizadas,
sobretudo, na imagem da personagem donjuanesca.
Digna de aplauso, efectivamente, esta
opção pela qualidade intrínseca do romance sobre o qual se debruça e pelo facto
de a escolha recair sobre uma figura que, embora relevante mo nosso panorama
cultural, não tem granjeado, todavia, a fortuna crítica que indubitavelmente
mereceria.
Ricardo Gil Soeiro
Teresa Martins Marques
apresenta-nos de forma bastante original uma revisitação sofisticada e
desmistificadora do mito do eterno sedutor. Na verdade, esta obra começa por
primar pela subversão e pela desconstrução do esteriótipo donjuanesco, através
da forma como é apresentada aos leitores. Repare-se que, pela primeira vez, uma
escritora ousa apresentar o texto através das redes sociais, nomeadamente o
Facebook, legando para segundo plano todos os formalismos associados à
apresentação tradicional de um livro. Logo à primeira vista esta inovação
denuncia a marca singular da autora – uma originalidade audaz e um ímpeto
renovador que desafiam abertamente os cânones editoriais e os formalismos
consagrados do universo literário onde se move. Por outro lado esta quase
transgressão manifesta-se também no título da obra que apresenta - A Mulher que Venceu Don
Juan – anunciando inequivocamente o que se seguirá – uma completa
desconstrução do modelo patriarcal em que assenta o donjuanismo, assim como
obliteração do paradigma do homem que seduz e que vota as suas vítimas
femininas à perdição. Posto isto, através de uma história com contornos de
narrativa policial, a escritora traz para a discussão inúmeros temas com os
quais a nossa sociedade se debate e que se encontram intimamente relacionados
com o mito donjuanesco. Através de uma narrativa objetiva e despretensiosa a
autora analisa não só a forma como é percecionada a imagem do sedutor e o ato
de seduzir nos dias de hoje, mas também as relações sociais, o poder que o
patriarcado ainda detém em larga escala sobre a mulher, as diferentes condições
de vida entre as classes sociais desfavorecidas e a elite, a corrupção ligada
ao poder e estatuto de algumas figuras da sociedade, a violência doméstica, nas
suas vertentes física e psicológica e por fim as questões de género. Partindo
da abordagem da obra de Teresa Martins Marques A Mulher que Venceu Don Juan,
traça-se um novo paradigma da personagem que conhecemos até ao final do século
XX.
Sara Calisto
Este é um romance
especial por várias razões, sobretudo pela sua qualidade formal e temática
abrangente e actualizadíssima.
Vamberto Freitas
Um livro para todas as
mulheres e todos os homens esclarecidos. Ou, quem sabe, os ajude a esclarecer.
Virgílio Gomes
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