24/09/2026

Recepção crítica de A MULHER QUE VENCEU DON JUAN, 1.ª edição, 2013

 

Recepção Crítica de A MUHER QUE VENCEU DON JUAN, 1ª edição, 2013

Selecção de Leonel Brito, a partir da imprensa

 

Teresa Martins Marques conseguiu trazer à vida, através da tecnologia moderna , um Don Juan que conseguiu adaptar-se ao nosso século.

 Alexandru  Gabriel Streinu

 

 Não posso deixar de dizer algo que me é muito querido: é um livro que trata o mirandês com o respeito devido a uma língua milenar e ao povo que a fala, que a divulga e o dá a conhecer, o que é a primeira vez que acontece numa obra literária.

Amadeu Ferreira

 

Um romance arrebatador que retrata uma hedionda realidade social. Incidindo sobre uma temática extremamente actual e dramática o romance de Teresa Martins Marques é uma obra envolvente pelo seu assombroso realismo e conteúdo pungente.

 Ana Diogo

 

O Dr. Fróis, personagem em Porsche Panamera transportado, é bem o mau exemplo desta sociedade ambivalente de antes parecer do que ser. Muitos dos nossos banqueiros e outros especuladores encartados do tipo Bernie Madoff, bem precisariam de ler A Mulher que Venceu Don Juan.

Artur Salgado

 

A Mulher que Venceu Don Juan é um empolgante romance, que se revê, folgadamente, no protocolo do roman-feuilleton que fez fortuna em meados do século XIX. Teresa Martins Marques disseca, com mão experta de romancista, de ensaísta e de  psicóloga, este tipo de personagem ambíguo e devorador (inseguro) que é o coleccionador de conquistas femininas (ou masculinas).

Eugénio Lisboa

 

Um livro abrangente que versa toda a espécie de violência, não esquecendo a violência dos filhos em relação aos pais. A nossa geração quis dar o melhor aos filhos, sonhámos grandes sonhos para eles, foram criados como “reizinhos” e agora?

Helena Faria

 

Pela forma como sente o que escreve (porque só pode escrever assim quem sente), por nos transportar para universos tão distantes e tão próximos, com nomes tão diferentes e tão semelhantes. Este livro mudou a minha vida.

Helena X

 

Apreciei as figuras das mulheres que criou, com especial carinho para Sara/Esmerada e Lúcia.

Ilda Figueiredo

 

 A Teresa põe o dedo na ferida, com a precisão de um bisturi e a amplitude de uma cultura que não permite concessão ao lugar comum.

Isabel Cristina Rodrigues

 

“Laura é a sobrevivente de uma família em que duas mulheres, pela primeira vez, ao longo de muitas gerações, elegeram a solidariedade e o estudo como valores maiores.”

Jorge Fernandes da Silveira

 

O que me faz falar deste romance é sobretudo a forma como foi escrito e, sobretudo, como essa forma o tornou actual e lhe conferiu um dos principais objectivos de qualquer romance, conto, novela, poema ou simples crónica: atrair e chegar aos leitores.

 José Mário Leite

 

A trama é muito forte, a urdidura impecável, e a construção das personagens muito definida e concreta. O leitor fica agarrado desde o início.

 Júlia Ribeiro

 

Teresa Martins Marques sabe contar a história e sabe recontá-la a partir de um ponto de vista vigorosamente novo.

Julieta Monginho

 

A Mulher que Venceu Don Juan é um romance que do começo até ao fim engaja a curiosidade e a atenção do leitor. Um page turner, como se diz lá por onde eu moro (EUA).

Leonor Simas-Almeida

 

Teresa Martins Marques traça percursos de escrita, de vidas, de histórias, de textos literários, filosóficos, de sentimentos, e olhares que se encontram, obliquamente, e que fazem sentido.

 Luísa Paolinelli

 

Adorei a narrativa, a forma de escrever, o colocar cenários e pessoas reais. É um livro magnífico.

Manuel X

 

O livro lê-se num ápice, porque as trezentas e vinte e quatro páginas estão recheadas de peripécias múltiplas, onde a par da narrativa principal, outras narrativas se vão encaixando, sem nunca perder de vista o tema central da obra, ou seja a violência doméstica.

Manuel da Mata

 

Um outro tema também abordado e que tem uma particular importância nas sociedades actuais é o da tirania exercida pelos filhos sobre os seus progenitores…

Maria Carlos Lino de Sena Aldeia

 

 

 A Mulher que venceu Don Juan não é apenas Sara nem Lúcia, mas sim todas aquelas que cerraram um dia os punhos e olharam o medo se frente.

Maria João Cantinho

 

Gostei demais da resenha crítica de Maria João Cantinho (Colóquio-Letras). Sabe bem que sua obra é uma versão surpreendente e inovadora da tradição literária donuanesca!

 Maira Angélica Pandolfi

 

Uma cativante aventura pelos caminhos da Filosofia, Literatura, Psicologia, evidenciando um imenso conhecimento literário, cultural e histórico, numa linguagem rigorosa e atractiva que nos prende e suspende às suas páginas, na ânsia da compreensão do desenlace final.

 Maria Idalina Alves de Brito

 

Gostava ainda de salientar o quanto apreciei toda a informação que conseguiu incluir na história, por exemplo sobre Tavira, Moncorvo, Lisboa, o padre da música, o teatro da prisão de Santa Cruz do Bispo.

Maria van der Bent

 

Como boa romancista, Teresa Martins Marques envolveu as duas ideias de Amor e Luxúria numa teia social escandalosa real - a violência doméstica - fazendo-as encarnar em personagens verosímeis e realistas.

Miguel Real

 

A primeira leitura, de um fôlego por ansiar conhecer o desfecho do enredo, deu lugar a outra demorada, cuidada, reflectida. De novo me agarraram o tema central, os vários outros temas que se entrelaçam, a qualidade literária, a trama engenhosa  que nos prende, desde as primeiras páginas, o humor e a fina ironia, a erudição que não enfastia, a informação que nos abre caminhos, o carácter pedagógico de certas passagens.

Odete Brito

 

No meio de tanto literatura pós-moderna que não se preocupa com a ética, tiro-lhe o chapéu. Não venceu só o Don Juan, venceu os cobardolas.

Onésimo Teotónio Almeida

 

A escolha da obra A Mulher que Venceu Don Juan [como tema da tese de Sara Calisto] é reveladora, visto que nela encontramos a alteração de uma ordem social estabelecida pelo patriarcado, através de uma releitura e de uma desconstrução da tradição, centralizadas, sobretudo, na imagem da personagem donjuanesca.

 Digna de aplauso, efectivamente, esta opção pela qualidade intrínseca do romance sobre o qual se debruça e pelo facto de a escolha recair sobre uma figura que, embora relevante mo nosso panorama cultural, não tem granjeado, todavia, a fortuna crítica que indubitavelmente mereceria.

Ricardo Gil Soeiro

 

Teresa Martins Marques apresenta-nos de forma bastante original uma revisitação sofisticada e desmistificadora do mito do eterno sedutor. Na verdade, esta obra começa por primar pela subversão e pela desconstrução do esteriótipo donjuanesco, através da forma como é apresentada aos leitores. Repare-se que, pela primeira vez, uma escritora ousa apresentar o texto através das redes sociais, nomeadamente o Facebook, legando para segundo plano todos os formalismos associados à apresentação tradicional de um livro. Logo à primeira vista esta inovação denuncia a marca singular da autora – uma originalidade audaz e um ímpeto renovador que desafiam abertamente os cânones editoriais e os formalismos consagrados do universo literário onde se move. Por outro lado esta quase transgressão manifesta-se também no título da obra  que apresenta - A Mulher que Venceu Don Juan – anunciando inequivocamente o que se seguirá – uma completa desconstrução do modelo patriarcal em que assenta o donjuanismo, assim como obliteração do paradigma do homem que seduz e que vota as suas vítimas femininas à perdição. Posto isto, através de uma história com contornos de narrativa policial, a escritora traz para a discussão inúmeros temas com os quais a nossa sociedade se debate e que se encontram intimamente relacionados com o mito donjuanesco. Através de uma narrativa objetiva e despretensiosa a autora analisa não só a forma como é percecionada a imagem do sedutor e o ato de seduzir nos dias de hoje, mas também as relações sociais, o poder que o patriarcado ainda detém em larga escala sobre a mulher, as diferentes condições de vida entre as classes sociais desfavorecidas e a elite, a corrupção ligada ao poder e estatuto de algumas figuras da sociedade, a violência doméstica, nas suas vertentes física e psicológica e por fim as questões de género. Partindo da abordagem da obra de Teresa Martins Marques A Mulher que Venceu Don Juan, traça-se um novo paradigma da personagem que conhecemos até ao final do século XX.

Sara Calisto

 

Este é um romance especial por várias razões, sobretudo pela sua qualidade formal e temática abrangente e actualizadíssima.

Vamberto Freitas

 

Um livro para todas as mulheres e todos os homens esclarecidos. Ou, quem sabe, os ajude a esclarecer.

Virgílio Gomes

 

 

 

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